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Análise e auto crítica: qual a diferença?

  • Foto do escritor: Destina Psicanálise
    Destina Psicanálise
  • 3 de out. de 2025
  • 1 min de leitura
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A autocrítica é um traço muito presente na minha vida, ser boa, fazer o melhor, estar bem com as pessoas, ter boas notas, ser boa filha, boa mãe, boa esposa… há espaço para para a falha? Observo que ela (nem quero escrever o nome dela de novo) fica escondida, não só para fora, mas dentro de mim também. Assim, torna-se complicado se autorizar a realizar qualquer atividade, pois vem logo um pensamento: “eu não serei boa mesmo”… ou “melhor nem tentar, já que não sei o que fazer”


Quando estou na minha análise me dou conta dessa autocrítica excessiva e também a reconheço com alguma facilidade na fala dos analisandos. Ela é cruel, dura, sem brechas ou nuances para oscilações e dúvidas. A escuta de um analista atento e preparado consegue furar essa couraça que aperta mas também protege (?). 


Qual é o papel da autocrítica na vida do sujeito? Isso somente alguém engajado na sua análise pode responder. Porém há algumas pistas: além de te manter numa certa regularidade de comportamentos sociais, ela também protege dos impulsos mais brutos do inconsciente. Isso não significa que tudo que vem do inconsciente é selvagem, não presta ou tem potencial de destruidor. Mas que podem haver sinais de desejos realizáveis, se for permitida sua enunciação para alguém que escuta o inconsciente.



 
 
 

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